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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

HISTORIAS


Entre os recursos que Jesus mais utilizou para ensinar grandes verdades está a história.

Histórias simples, da vida cotidiana do povo de sua época, a que chamamos Parábolas.

Para a Educação do Ser Integral a história é um recurso muitíssimo valioso porque: agrada a todas as idades; estimula a imaginação, a emoção, o pensamento lógico, ativando tanto o hemisfério cerebral direito quanto o esquerdo; auxilia na configuração mental do que ouve; é uma linguagem emocional que auxilia na compreensão de um assunto e na liberação de tensões; pode auxiliar na resolução de conflitos emocionais por possibilitar a identificação do ouvinte com o problema evidenciado e com sua solução;fixa os conteúdos através de imagens que perduram por mais tempo na memória; pode desencadear inúmeras atividades de criatividade.

Quando o educador faz só o apelo ao intelecto nem sempre capacita o educando a sentir, a perceber o “imponderável”. Só o apelo à emoção é manipulação, não contribuindo para a libertação espiritual. A história favorece o sentir e o discernir. A narração de uma história não é um processo passivo, pois o narrador vai dialogando com o ouvinte, suscitando suas reações, levando-o a refletir.

 Qualidades de Um Contador de Histórias

Contá-la com expressão viva, alegre e sugestiva, emocionando-se com os episódios narrados.
O tom de voz adequado, claro e agradável é de máxima importância.
Conhecer bem o enredo. Não hesitar, ou interromper a narrativa por não saber a continuidade da história. Contar sem gesticulação exagerada. O exagero pode sacrificar o efeito da narrativa, pois as crianças passam a interessar-se mais pela técnica do que pelo conteúdo. Os gestos devem ser sóbrios, simples, mas expressivos, sem monotonia, acompanhando o enredo.
Manter condições favoráveis à atenção dos ouvintes, através de providências antes e durante o desenrolar da narrativa, tais como:

- Evitar barulhos próximos, entrada e saída de pessoas etc.
- Não interromper a narrativa com advertências. Faça um sinal significativo ou dirija um olhar ou sorriso, mas não pare para repreender.
- No caso de ser interrompido com uma observação, concorde com um sorriso, se for o caso, ou faça um gesto para que aguarde. Concluída a narração, dê a oportunidade para que o outro fale. Use sempre tato e bom senso nesse relacionamento.

Procurar corrigir-se de hábitos como: fechar os olhos, abrir a boca, fazer trejeitos, evitar os cacoetes, defeitos de dicção e estribilhos, tais como: compreendeu?, escuta..., sabe?, aí...

Dispensar aos ouvintes a mesmo atenção. Tratá-los com igual simpatia, sem concentrar sua atenção a um grupo limitado de ouvintes.

Como tornar a história ainda mais atraente

Introduzindo versinhos musicados no decorrer ou no final da narrativa. Não explicitando a “moral” da história, ao final.

Ajude o ouvinte a tirar suas próprias conclusões, através de perguntas que estimulem a reflexão.

Conversando, ao final, para verificar o impacto causado e prolongar o clima emocional. No caso de ser interrompido com uma observação, concorde com um sorriso, se for o caso, ou faça um gesto para que aguarde. Evitando fazer observações a respeito de detalhes da gravura.

Variando os recursos para sua apresentação:

- usando gravuras;
- usando livros;
- com flanelogravuras;
- com tabuleiro de areia;
- com teatro de vara, sombra e outros;
- desenhando a narrativa
- com personagens confeccionados por dobraduras;
- usando um fantoche para animar
- com interferência de palavras, frases, músicas ou onomatopéias pelo narrador ou pelos ouvintes;
 - com trava-línguas;
- com histórias criadas pelo próprio educando, individual ou coletivamente;
- através de gravação dramatizada.

Observações:

- A flanelogravura é adequada às histórias em que os personagens entram e saem do cenário em momentos diferentes. Cada personagem só é colocado no flanelógrafo no momento do seu aparecimento na narrativa e retirado quando sai da cena.


O flanelógrafo, assim, possibilita o movimento dos personagens.

- O tabuleiro de areia também favorece a movimentação dos personagens e possibilita a percepção de profundidade.

- Quando a história apresentar poucos personagens e poucos detalhes, pode-se torná-la mais interessante confeccionando dobraduras, desenhos, modelagem etc., à medida que for sendo narrada.

Gravação dramatizada

É a utilização de recursos de rádio-teatro como meio de apresentar histórias. Gravar em fita de áudio uma história, lenda, fábula, conto, dramatizando-a, é um recurso interessante pois podemos usar:

diálogos entre os personagens narrações efeitos sonoros músicas.

Diálogos

O diálogo é a parte mais importante porque a trama se desenvolve na fala dos personagens. Em algumas histórias predomina a narração e, tanto quanto possível, devemos transformá-la em diálogos, o que prenderá mais a atenção dos ouvintes. Ao escrever os diálogos devemos usar frases diretas e curtas, imaginar as intenções, os movimentos e expressões dos personagens.

Narrações 

A narração mostra elementos da história que não podem ser dramatizados: descrição dos ambientes onde acontecem os fatos; relatos do passado que nos ajudam a entender os acontecimentos do presente; relatos sintéticos para evitar aumentar desnecessariamente a história; a passagem de uma cena para outra.

O narrador não deve: antecipar o que vai acontecer; descrever as emoções dos personagens, o que será expresso pelos diálogos, pela música, pelos efeitos de som; dar lição de moral ao final da história.

Efeitos sonoros

Devem ser sugeridos pela própria narração, para dar-lhe mais realismo, ou mesmo substituir trechos. Os efeitos sonoros podem ser encontrados em fitas e discos, mas podemos produzi-los, como, por exemplo:

chuva - batida ritmada das pontas das unhas numa mesa, ou despejar lentamente arroz sobre lata ou, ainda, amassar papel celofane

cavalo - batida ritmada de cocos

ventania - sacudir papel trovoada - sacudir folha fina de zinco.

Outros sons podem ser gravados diretamente onde são produzidos: passos, buzinas, vozes, batidas de máquina, ondas do mar etc.

Os efeitos sonoros são a linguagem da natureza.

 Música

A música deve ser usada nas gravações dramatizadas para ressaltar os momentos de maior emoção ou substituir parte da narração que descreva essas emoções. À medida que elas se tornam mais intensas, a música deve tornar-se mais forte, transmitindo a emoção.

Nas gravações a música pode ser utilizada, principalmente, como cortina e como fundo. As cortinas musicais são frases musicais, geralmente de curta duração, usadas para separar cenas, ou no início e término de narrações ou diálogos. O fundo musical acompanha os diálogos ou a narração e são usados para criar mais emoções ou suspense nos momentos decisivos da história.

(FONTE-EDUCAÇÃO DO ESPIRITO- LFC) Técnicas e Recursos Instrucionais

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