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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A ARVORE QUE APRENDEU A SER FELIZ


Autora - Dora S.Volk, Editora IDE


Cenário:

Uma das ilustrações do livro, montada com TNT e EVA.

Fundo musical ao som de um piano e canto de passarinhos.
Móbiles pendurados no teto: pássaros, borboletas.

NARRADOR: Uma sementinha, carregada pelo vento, caiu no chão de uma floresta. A terra ali era bem fofinha. Alguns raios de sol iluminavam e aqueciam aquele lugar. Tudo isso fez com que a sementinha germinasse, surgindo, assim, uma plantinha. Ela começou a crescer bem depressa, bem depressa. Que logo ficou mais alta que as árvores que já estavam ali. Por isso ela começou a se achar muito importante e vivia dizendo: ÁRVORE VAIDOSA: Vejam como sou alta e forte! Vejo o Sol todos os dias, primeiro que vocês! (Ela vai estar em cima de um banco/tablado para parecer maior que as demais)
ÁRVORE 2: Cuidado, dizia uma das árvores. Se vier uma tempestade, a primeira a ser atingida por um raio será você...
ÁRVORE VAIDOSA: Imagine só, alta e forte como sou, nada me atingirá!

ÁRVORE 3: Não se orgulhe tanto! Se o homem aparecer por aqui com seu machado, é a você que ele verá primeiro.

ÁRVORE VAIDOSA:Ora, vocês estão é com inveja da minha beleza!!!

NARRADOR: Ela não deixava que os pássaros nela pousassem ou fizessem seus ninhos. Espantava também as borboletas e as abelhas: ÁRVORE VAIDOSA: Cho! Cho! Saiam daqui! Vocês vão quebrar e sujar meus galhos!

ÁRVORE 2 Você precisa ser útil! Os pássaros precisam de seus galhos para fazer seus ninhos e as abelhas, do néctar de suas flores...

NARRADOR: Por mais conselhos que lhes desse, a árvore parecia feliz. Mas, secretamente, sofria, porque as flores que enfeitavam seus galhos na primavera, caíam murchas, sem se transformarem em frutos. (Nesse momento ela vai deixar as flores que estão colados em sua copa, caírem no chão.) Ela não sabia que, para dar frutos, precisava do auxílio dos insetos, que levam o pólen de uma flor para outra. Certo dia, durante uma tempestade, ela que era a mais alta, foi atingida por um raio.

(Sonoplastia: Som de um relâmpago ou trovão). Pobre árvore! Quase não restou nada dela! Parecendo estar morta, sofria por ter perdido sua beleza. Com o passar do tempo, começou a se lembrar dos conselhos dados pelas árvores mais velhas e percebeu que nada fizera de bom em sua vida. Arrependida, passou a pedir a Deus uma nova oportunidade.

ÁRVORE VAIDOSA: Oh! Deus, Pai Querido, como fui injusta e cruel, tudo na natureza é fruto do trabalho e todos juntos se ajudam e trabalham juntos para o bem comum, perdoe-me pela minha ignorância, todas queriam me alertar e eu não as escutei, eu lhe peço que tenha pena de mim e me conceda mais uma oportunidade para que eu possa consertar todo o mal que causei a mim mesma e para os que me rodeiam.

NARRADOR: Chegou novamente a época das chuvas, dando nova vida à floresta. A árvore, mesmo queimada, sentiu que alguma coisa estava acontecendo com ela. Alguns brotinhos começaram a surgir, se desenvolveram, formando lindos galhos. (Nesse momento vai ser tocada uma música instrumental com barulho de chuva e ela vai colando em seu tronco, novos galhos.)

ÁRVORE VAIDOSA: Venham! Venham pássaros, fazer seus ninhos!!!

NARRADOR: Quando chegou a primavera, seus galhos cobriram-se de flores perfumadas, atraindo borboletas, abelhas e beija-flores. A árvore sentiu-se feliz com a chegada deles. As flores deram deliciosas frutas vermelhas que alimentavam muitos pássaros da floresta e eles cantavam felizes, em agradecimento. A árvore, agora modificada, não se cansa de agradecer a Deus porque, sendo útil, encontrou a felicidade.

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